Nascido e criado em Fartura, Nilson Garcia, conhecido como “Pinguim”, carrega desde a infância o sonho de voar. Inspirado por desenhos animados e pela curiosidade de ver aeronaves cruzando o céu, ele cresceu imaginando como seria estar no ar.
Em 2007, durante uma festa de voo livre realizada em Fartura, no Mirante Mazeto, Pinguim teve um dos primeiros contatos mais próximos com o esporte. Na ocasião, não conseguiu voar por conta das condições climáticas, mas voltou para casa com ainda mais vontade de realizar aquele sonho.
Anos depois, em 2014, a oportunidade surgiu de forma decisiva. Durante uma viagem, Pinguim viu pela primeira vez um paramotor em ação. “Vi o parapente com motor e não pensei duas vezes em correr atrás para descobrir quem voava”, relembra.
A partir daí, iniciou uma jornada de aprendizado marcada por dedicação e persistência. Sem instrutores na região naquele período, buscou conhecimento com amigos mais experientes e investiu em treinamentos em solo por mais de um ano, estudando principalmente meteorologia e controle do equipamento.
“Não pule etapa. Só assim você consegue formar um piloto e fazer seus voos com segurança”, orienta.
Com o tempo, Pinguim buscou aperfeiçoamento técnico na Escola Nacional de Paramotor com o instrutor Márcio Aita, onde realizou seu primeiro voo solo e tirou sua carteira em 2015, consolidando de vez sua entrada no esporte.
Desde então, o paramotor passou a fazer parte da sua rotina, especialmente na modalidade recreativa, voltada à contemplação. “É um voo mais tranquilo, mais lento, que permite apreciar a paisagem de uma forma única”, explica.
Pinguim destaca que o paramotor é considerado uma aeronave ultraleve, composta por uma asa semelhante à do parapente e um motor, podendo ser transportado no porta-malas de um carro. Hoje, com o avanço da tecnologia, muitos equipamentos já são fabricados no Brasil, facilitando o acesso de novos praticantes.
O esporte também possui diversas modalidades. “Tem voos de grandes distâncias, pilotos de acrobacia, eventos de competição e provas como pouso na mosca. É um esporte que vem crescendo e tem cada vez mais pessoas participando, inclusive muitas mulheres”, comenta.
Apesar da sensação de liberdade, Pinguim reforça a importância da segurança e do preparo. “O paramotor é muito seguro, desde que a gente respeite as regras, principalmente a meteorologia, e utilize todos os equipamentos de segurança”, destaca.
Atualmente, Pinguim segue voando e incentivando novos interessados a conhecerem o esporte, mostrando que é possível transformar um sonho antigo em realidade com responsabilidade e dedicação.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (14) 99674-7440.
- Fartura