Família está inconformada com a perda do animal; homem foi preso em flagrante após o disparo em propriedade rural nas proximidades do Horto
O que era para ser mais um dia comum terminou em tristeza para uma família de Avaré. A morte de uma cachorra de estimação, após ser atingida por um disparo de arma de fogo, provocou revolta entre familiares e repercutiu entre moradores da cidade.
Diante da ocorrência, a Secretaria Municipal de Proteção e Bem Estar Animal acompanha o caso desde os primeiros momentos. A pasta foi criada pela gestão Roberto Araujo, tornando Avaré uma das cidades pioneiras da região a contar com uma estrutura específica voltada à proteção animal. Segundo a administração municipal, toda a equipe permanece à disposição para acompanhar os desdobramentos da ocorrência e atuar na defesa do bem estar animal e dos interesses da comunidade.
Segundo informações apuradas, o animal estava correndo atrás de alguns carneiros em uma propriedade rural localizada há alguns quilômetros do Horto Florestal quando foi atingido por um tiro na cabeça. A cachorra morreu no local.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, que estiveram no local para o atendimento da ocorrência e o início dos procedimentos investigativos.
O autor do disparo, identificado pelas iniciais P.A., foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde permaneceu à disposição da autoridade policial para os procedimentos legais.
A médica veterinária Thaís Vilas Boas, da Secretaria Municipal de Proteção e Bem Estar Animal, acompanha o caso e as providências relacionadas à ocorrência em nome do município.
O secretário municipal de Proteção e Bem Estar Animal, Gerson Fiuza, informou que a pasta está prestando todo o suporte necessário ao caso e acompanhando o andamento das providências adotadas pelas autoridades competentes.
Nara Lúcia Antonio Galbiati, da Secretaria de Proteção e Animal, esteve no local acompanhando a situação e prestando apoio durante o atendimento da ocorrência.
Durante seu depoimento, P.A. afirmou que não sabia quem era o proprietário da cachorra. Segundo sua versão, seus carneiros vinham sendo atacados com frequência por animais que circulavam pela propriedade.
O autor reconheceu que poderia ter procurado identificar e conversar com os responsáveis pelo animal antes de tomar qualquer atitude.
As declarações apresentadas pelo investigado serão analisadas durante a investigação, juntamente com os demais elementos reunidos pela Polícia Civil.
Para a família, no entanto, a dor da perda ainda é difícil de superar. Os tutores afirmam estar inconformados com a morte da cachorra, que fazia parte do cotidiano da casa e era considerada um membro da família.
Além da comoção provocada pelo caso, a ocorrência também chama atenção para a legislação de proteção animal. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, analisando os fatos e reunindo provas para esclarecer completamente a ocorrência e definir as medidas legais cabíveis.
Enquanto isso, a família aguarda o andamento das investigações e pede que o caso seja apurado com rigor. O episódio reacende o debate sobre a proteção animal, a convivência entre propriedades rurais e animais domésticos e a necessidade de buscar alternativas antes de atitudes que possam resultar em consequências irreversíveis.
Mais do que uma ocorrência policial, o caso deixou uma família enlutada e uma comunidade sensibilizada diante da perda de um animal que era visto como parte da casa e da vida de seus tutores.
- Avaré