Dra. Débora Duarte participou do V Simpósio Internacional de Medicina legal Translacional, levando ao ambiente acadêmico e científico uma discussão que conecta Direito, saúde, políticas públicas e enfrentamento à violência de gênero.
No último sábado (12), a advogada Dra. Débora Garcia Duarte participou do V Simpósio Internacional de Medicina Translacional, levando o nome de Fartura a um importante espaço de discussão científica, acadêmica e multidisciplinar.
Em sua participação, Débora apresentou a temática “As múltiplas faces da violência contra a mulher”, propondo uma reflexão que ultrapassa a compreensão da violência apenas como agressão física. A abordagem destacou que a violência de gênero pode se manifestar de diferentes formas e contextos, envolvendo violência psicológica, moral, sexual, patrimonial e institucional, além de comportamentos de controle, intimidação, silenciamento e desqualificação que, muitas vezes, antecedem situações mais graves.
A discussão também chamou atenção para a necessidade de compreender a violência contra a mulher como um fenômeno complexo, que não pode ser analisado exclusivamente sob a perspectiva jurídica. Saúde, Direito, educação, políticas públicas e comportamento social precisam dialogar para que seja possível identificar fatores de risco, aperfeiçoar mecanismos de prevenção e fortalecer as redes de proteção às vítimas.
Esse foi justamente um dos pontos relevantes da participação em um evento de caráter internacional e multidisciplinar: permitir que conhecimentos produzidos em diferentes áreas se encontrem diante de problemas que, na realidade, também não respeitam fronteiras entre disciplinas.
Ao inserir a violência contra a mulher nesse ambiente de discussão, o tema deixa de ser tratado apenas como uma questão restrita à esfera privada ou criminal e passa a ser compreendido também por seus impactos sociais, jurídicos e de saúde.
Para Débora, ocupar esses espaços significa ainda aproximar a produção científica da realidade vivenciada nos municípios.
“Quando levamos o debate sobre violência contra a mulher para um ambiente científico, internacional e multidisciplinar, mostramos que esse não é um problema que pode ser enfrentado por uma única área do conhecimento. O Direito tem um papel fundamental, mas precisa dialogar com a saúde, com a educação, com a pesquisa e com as políticas públicas. E poder levar o nome de Fartura para esse espaço torna essa experiência ainda mais significativa”, destacou.
A participação no simpósio também reforça a importância da presença de profissionais e pesquisadores do interior em espaços acadêmicos de maior alcance. Além da troca de experiências e conhecimentos, eventos dessa natureza permitem ampliar redes de pesquisa e trazer novas perspectivas para debates que também fazem parte da realidade das pequenas cidades.
Ao levar Fartura para uma discussão de dimensão internacional, a participação demonstra que a produção de conhecimento e o enfrentamento de questões sociais relevantes não precisam estar restritos aos grandes centros. Ao contrário: o interior também pesquisa, produz conhecimento, ocupa espaços científicos e tem muito a contribuir para debates que ultrapassam fronteiras.